{"id":1517,"date":"2025-02-10T12:05:11","date_gmt":"2025-02-10T12:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/webdesign.freshlab.com.br\/beleski\/para-stj-imovel-em-construcao-pode-ser-considerado-bem-de-familia\/"},"modified":"2025-02-10T12:05:11","modified_gmt":"2025-02-10T12:05:11","slug":"para-stj-imovel-em-construcao-pode-ser-considerado-bem-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webdesign.freshlab.com.br\/beleski\/para-stj-imovel-em-construcao-pode-ser-considerado-bem-de-familia\/","title":{"rendered":"Para STJ, im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o pode ser considerado bem de fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>\n        O fato de o devedor n\u00e3o residir no \u00fanico im\u00f3vel de sua propriedade, que<br \/>\n        ainda est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o impede sua classifica\u00e7\u00e3o<br \/>\n        como bem de fam\u00edlia.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        Com esse entendimento, a<br \/>\n        <strong>4\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong> cassou ac\u00f3rd\u00e3o do<br \/>\n        <strong>Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP)<\/strong> que considerou<br \/>\n        imposs\u00edvel a caracteriza\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o como bem de fam\u00edlia,<br \/>\n        cuja penhora \u2014 salvo algumas exce\u00e7\u00f5es \u2014 \u00e9 vedada por lei.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        Na origem do caso, em execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial, foi penhorado o<br \/>\n        im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o pertencente a um casal de idosos. O juiz rejeitou a<br \/>\n        impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 penhora, e o TJ-SP manteve a decis\u00e3o, sob o fundamento de que,<br \/>\n        para ser enquadrado na prote\u00e7\u00e3o da <strong>Lei 8.009\/1990<\/strong>, o im\u00f3vel<br \/>\n        deve servir como resid\u00eancia, condi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se aplicaria ao terreno com<br \/>\n        constru\u00e7\u00e3o em andamento.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        No recurso especial, os recorrentes pediram que fosse reconhecida a<br \/>\n        impenhorabilidade do im\u00f3vel, alegando que se trata de sua futura moradia.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<h2><b>Direito fundamental<\/b><\/h2>\n<p><\/p>\n<p>\n        O relator no STJ, <strong>ministro Marco Buzzi<\/strong>, afirmou que a<br \/>\n        interpreta\u00e7\u00e3o das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias n\u00e3o condiz com o disposto na<br \/>\n        <strong>Lei 8.009\/1990<\/strong>, que objetiva a prote\u00e7\u00e3o da entidade<br \/>\n        familiar. Segundo explicou, \u201cas hip\u00f3teses permissivas da penhora do bem de<br \/>\n        fam\u00edlia devem receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva\u201d.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        \u201cA impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia busca amparar direitos fundamentais,<br \/>\n        tais como a dignidade da pessoa humana e a moradia, os quais devem funcionar<br \/>\n        como vetores axiol\u00f3gicos do nosso ordenamento jur\u00eddico\u201d, comentou o<br \/>\n        ministro. Ele mencionou que a prote\u00e7\u00e3o legal alcan\u00e7a at\u00e9 mesmo o bem de<br \/>\n        fam\u00edlia indireto, ou seja, o im\u00f3vel que \u00e9 alugado para propiciar renda<br \/>\n        necess\u00e1ria \u00e0 subsist\u00eancia da fam\u00edlia do devedor ou ao custeio de sua moradia<br \/>\n        (S\u00famula 486 do STJ).\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<h2>\n        <b>Caracteriza\u00e7\u00e3o antecipada<\/b><br \/>\n      <\/h2>\n<p><\/p>\n<p>\n        Marco Buzzi destacou o entendimento da <strong>3\u00aa Turma<\/strong> no<br \/>\n        julgamento do <strong>REsp 1.417.629<\/strong>, quando ficou definido que o<br \/>\n        fato de um im\u00f3vel n\u00e3o ser edificado, por si s\u00f3, n\u00e3o impede a sua<br \/>\n        qualifica\u00e7\u00e3o como bem de fam\u00edlia, pois esta depende da finalidade que lhe \u00e9<br \/>\n        atribu\u00edda \u2014 an\u00e1lise a ser feita caso a caso.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        Conforme ressaltou o ministro, desde que n\u00e3o estejam configuradas as<br \/>\n        exce\u00e7\u00f5es \u00e0 impenhorabilidade estabelecidas nos artigos 3\u00ba e 4\u00ba da<br \/>\n        <strong>Lei 8.009\/1990<\/strong>, o im\u00f3vel deve ser considerado<br \/>\n        antecipadamente como <strong>bem de fam\u00edlia<\/strong>, pois se trata de \u00fanico<br \/>\n        im\u00f3vel de propriedade do casal, no qual pretende fixar sua resid\u00eancia.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        O relator esclareceu, por\u00e9m, que a impenhorabilidade do im\u00f3vel em discuss\u00e3o<br \/>\n        n\u00e3o pode ser reconhecida diretamente pelo STJ, pois \u00e9 ao tribunal local que<br \/>\n        cabe analisar as provas sobre o atendimento dos requisitos legais do bem de<br \/>\n        fam\u00edlia, e nem todos chegaram a ser examinados.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        Assim, a <strong>4\u00aa Turma<\/strong> determinou o retorno do processo para que<br \/>\n        o TJ-SP reexamine o recurso do casal contra a decis\u00e3o de primeiro grau,<br \/>\n        afastada a exig\u00eancia de moradia no local como condi\u00e7\u00e3o para o reconhecimento<br \/>\n        do bem de fam\u00edlia.\n      <\/p>\n<p><\/p>\n<p>\n        <em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de<br \/>\n          Justi\u00e7a. REsp 1.960.026<\/em>\n      <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fato de o devedor n\u00e3o residir no \u00fanico im\u00f3vel de sua propriedade, que ainda est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o impede sua classifica\u00e7\u00e3o como bem de fam\u00edlia.  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